O BBB e a crise: como a economia está matando o reality

O BBB e a crise: como a economia está matando o reality

O Brasil é um dos últimos países que ainda mantêm a regularidade anual de edições da franquia Big Brother, reality show que confina pessoas em uma casa até que reste apenas um vencedor, que leva o prêmio milionário oferecido. Com exceção de nós, Espanha, França, EUA e Bulgária, nenhum outro país exibiu uma edição no ano passado e apenas aqui e em Portugal foi anunciada a versão 2017. Mas até mesmo nestas nossas terras tupiniquins o polêmico reality parece estar com os dias contados. O assassino tem nome e sobrenome: crise econômica.

A saúde financeira do mundo não anda bem desde 2008. Esse ano, por acaso (talvez, não), coincide com o fim do BBB em muitos países. De lá até aqui, os índices oscilaram muito. O Brasil mesmo se reergueu, caiu, levantou e caiu de novo. Em meio a isso tudo, as companhias têm revisto muitas coisas, mudado métodos e traçado novas estratégias. Aqui no Brasil, grandes companhias vêm transformando há uns dois anos a maneira como fazem publicidade e a chamada mídia programática é a mais nova queridinha, com promessas de mais clareza na mensuração dos investimentos e retornos obtidos.

Muitos veículos se viram prejudicados por essa mudança. Outras têm crescido. Nesse contexto, os canais digitais saíram ganhando, frente as mídias tradicionais. Por outro lado, as campanhas ficaram mais baratas para os anunciantes, o que – para os veículos – não foi muito bom.

Tá, mas o que isso tem a ver com BBB? Seguinte: patrocinar uma coisa como aquela, a princípio, é um ótimo negócio. Grande audiência, todo mundo falando no programa, sua marca tendo uma grande exposição. Beleza. Mas quem garante que aquilo está convertendo vendas? Será que os milhões aportados se transformam em resultados? E quando aparece uma crise com a marca BBB (que são muitas), como fica minha marca nessa história?

Os diretores da Fiat devem ter se perguntado isso e as respostas que encontraram apontaram para um caminho: encerrar o casamento de 15 anos com o programa. Os cerca de R$ 30 milhões pagos para aparecer por lá deixaram de ser (talvez nunca tenha sido) um bom negócio.

E aí fica a questão: a saída do principal patrocinador (que bancava a famosa prova do carro, que não existirá mais) pode provocar um efeito manada? Aguardemos para ver.

O fato é que as crises sempre provocam transformações e, na avalanche atual, o BBB pode acabar sendo varrido da programação brasileira. Haverá quem comemore, mas os acionistas da Globo devem estar arrancando os cabelos.

 

Fonte: Administradores 

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